terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Infame


Eu sou o vento frio das tardes em despedida,
A vontade infame de corromper entranhas;
De rasgar vestes que encobrem pudor;
A hipocrisia dos que se perdem na surdina.

Sou o perfume amargo que não larga o tecido,
O suor que umedece a carne em frenesi,
O ruído da noite em nostalgia...

Eu sou tua mão em meu cabelo,
Em minha pele,
Em meu segredo.

Sou o apelo em ver-te deus,
Em ver-te livre,
Em ver-te meu.


Rayane Medeiros

4 comentários:

  1. Muito bom... algo nesse poema me prendeu...
    serio mesmo, acho que a forma com que expressa

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  2. Olha só quem está aqui! Obg mocinho ;**

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